JÚRI TÉCNICO

Conheça um pouco mais sobre as profissionais que compõe o Júri da IV Edição da Mostra Competitiva do VerOuvindo.

leticiaLeticia Schwartz

É audiodescritora e coordenadora da Mil Palavras Acessibilidade Cultural. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência visual e/ou auditiva. Atua como audiodescritora-roteirista e narradora, além de ministrar cursos e prestar serviços de consultoria. Compõe o júri da Mostra Competitiva desde a primeira edição do VerOuvindo.

Iniciou o trabalho com audiodescrição ao participar da gravação de audiolivros.  Foi quando conheceu de perto a ACERGS (Associação de Cegos do Rio Grande do Sul) e teve contato com o recurso. “Fiz algumas experiência de roteiro e narração, junto com escritor Cezar Dias. Exibimos os filmes na ACERGS e o feedback do público, que em sua maioria desconhecia a audiodescrição, nos levou a tentar de novo”, descreve Letícia.                                                                               

Como não haviam cursos de audiodescrição no Sul do país, o aprendizado iniciou de forma empírica. No entanto, em 2010, pôde participar de um curso com a professora Lívia Motta e, bem mais tarde, fez uma especialização na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Sobre a experiência de trabalhar no VerOuvindo, Letícia revela:
“É sempre uma experiência incrível. Um presente, uma oportunidade para aprender, refletir e discutir a audiodescrição. Um aprendizado intenso, uma maneira diferente de trocar experiências.”

A audiodescritora diz ainda que o festival é um espaço de experimentação, interlocução e compartilhamento. “O VerOuvindo é um daqueles momentos especiais do ano. Já está na agenda, já está no aguardo. E isso tem uma importância enorme. Acredito que reunir, congregar e estabelecer um espaço seguro para a experimentar e ousar é uma arte. Méritos inquestionáveis da Liliana Tavares e de sua equipe.”

 

elizabet-saElizabet Dias Sá

É psicóloga educacional, professora e coordenadora da política pedagógica do Conselho de Pessoas Portadoras de Deficiência da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. É consultora na área de educação, docente e palestrante em cursos de formação continuada em serviço e de especialização em educação especial e inclusiva. 
Começou a trabalhar com audiodesdrição, através da produção de livros didáticos e de literatura infantil em “Daisy” (sistema de informação digital acessível), para estudantes da rede pública. Realizava a descrição de fotografias, mapas, gráficos, diagramas e ilustrações das obras. Aos poucos, ela passou a realizar consultoria de filmes, peças de teatro e exposição de fotografias.


Na edição do ano passado, Elizabet participou pela primeira vez do Júri da Mostra Competitiva do VerOuvindo. “Para mim, foi uma experiência bastante desafiadora e de grande aprendizado porque a tarefa de avaliação de um trabalho é complexa e envolve, além do conhecimento e experiência na área, um conjunto de outros fatores como capacidade de discernimento, isenção, ética, bom senso, entre outros fatores”

Ela ressalta ainda que a participação de um profissional com deficiência visual no júri é muito relevante por se tratar de um usuário/consumidor do serviço de audiodescrição.
“O Festival VerOuvindo é uma bela iniciativa do ponto de vista de divulgação, reconhecimento e valorização da audiodescrição e dos audiodescritores. Contribui, também, para a revelação de talentos, formação de público e para a projeção de filmes no âmbito local e nacional.”, destaca Elizabet. 

Na opinião da consultora, há um conhecimento e um reconhecimento crescentes da audiodescrição por parte dos usuários e dos diversos setores da sociedade em geral. “Observo que a audiodescrição desponta como um nicho atraente de prestação de serviço e oportunidade de trabalho. Acompanhamos a expansão da oferta de cursos e de outras atividades de formação em audiodescrição bem como a criação de empresas que prestam serviços de acessibilidade. Contudo, a formação se dá de forma pontual, pulverizada e nem sempre devidamente qualificada.”, comenta Elizabet.

 

elianaEliana Franco

Está participando do Júri do VerOuvindo pela primeira vez.  É doutora em Letras (KULeuven, Bélgica, 2000), com pós-doutorado pela UAB (Catalunha, 2006-2007) e especialista em Tradução Audiovisual e Acessibilidade.

Lecionou na UECE (2000-2002), onde começou a pesquisar a legendagem para surdos, e na UFBA (2002-2014), onde fundou e coordenou por dez anos o grupo de pesquisa TRAMAD (Tradução, Mídia e Audiodescrição) que recebeu o prêmio Honoris Causa em 2015 (Festival VerOuvindo, Recife). Liderou projetos de acessibilidade (LSE e AD) para as artes visuais e audiovisuais e foi pioneira na pesquisa da audiodescrição para o público com deficiência intelectual, tanto no Brasil quanto na Europa. Também publicou sobre o tema no país e no exterior e ministrou cursos de formação de audiodescritores na UFBA, UFMA, USP, UFRJ e em ONGs de Salvador, Rio de Janeiro e Vitória. Criou a Franco Acesso em 2016, que estreou com projeto de acessibilização em parceria com o Oi Futuro Flamengo.

Para Eliana, um dos critérios mais relevantes no trabalho enquanto Júri é que a audiodescrição como um todo (roteiro e narração) possa fruir junto com a obra, e que esta, por sua vez, emocione.  “A escolha das palavras, o respeito à narrativa cinematográfica e o ritmo da narração devem contribuir para a apreciação da obra de uma forma coesa, sem estranhamentos por parte do espectador.”, afirma a audiodescritora que é paulista e vive atualmente entre o Brasil e a Alemanha.

 Eliana também comenta o momento da audiodescrição no Brasil. Para ela, extremamente prolífico. “Se eu olhar para trás, posso dizer que é inacreditável o número de eventos nas artes visuais e audiovisuais que contam, atualmente, com o recurso da audiodescrição. O número de pessoas capacitadas também aumentou muito devido a maior oferta de cursos de qualidade na área. Felizmente, muitos gestores e produtores de cultura estão começando a entender a necessidade da acessibilização cultural via audiodescrição. No entanto, há um longo caminho a percorrer no que se refere à acessibilidade pensada desde a pré-produção de cada obra”, finaliza Eliana.

JÚRI FEPEC

Iris Regina Gomes Antonio/ Cineclube Bamako – Recife
Formada em Artes Visuais, trabalha com produção gráfica e educação popular Cineclubista já colaborou com sessões do Cineclube Macaíba e Ilê Histórias da nossa Terra e faz parte do cineclube Bamako que tem foco no cinema negro. Produzi a mostra o CRUA (Cinema Rural Andarilho) que aconteceu em algumas cidades do interior de Pernambuco e Paraíba, também na mostra Olhar do Alto no Festival Olinda Coco Zumbi. Integro a produtora Studio Ru@ do CCJ-Recife (Centro de Comunicação e Juventude). Contato: irisregin@gmail.com

Fabiana Maria da Silva/ Cineclube Bamako e Cineclube Unegro – Recife
Professora da rede Municipal de Olinda, cineclubista, dançarina, formada em pedagogia e especialista em mídias na educação. Contatos: 9.9941-3627/eutambemsoumaria@yahoo.com.br

Geneseli Dias – Cineclube Avalovara/ Vitoria de Santo Antão
Cineclubista, integrante do Cineclube Avalovara, localizado em Vitória de Santo Antão. Graduanda em Ciências Sociais, é instrutora com turmas também inclusivas que qualifica jovens pelo Programa de Aprendizagem regido pela Lei da Aprendizagem. Contatos: (81) 99803-5880/  geneselidias@gmail.com

 

 

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