Dia 26, 18h30, Cinema do Museu

Formação de plateia, atividades de mediação e estratégias de divulgação do produto audiovisual acessível com Lívia Motta (SP);
Caminhos para a produção da audiodescrição com Marie Gaumy (FRA);
Mediação: Liliana Tavares (PE).

 

livia-400Lívia Maria Villela de Mello Motta é doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC de São Paulo, como parte de seu doutoramento feito na Universidade de Birmingham, Reino Unido. Trabalha como audiodescritora e professora de cursos de audiodescrição desde 2005, tendo sido responsável pela exibição da primeira peça e da primeira ópera com audiodescrição no Brasil. Desde então vem implementando o recurso de acessibilidade comunicacional em filmes, peças teatrais, óperas, espetáculos de dança, shows, espetáculos de circo, stand ups, musicais, além de eventos religiosos, acadêmicos e sociais. Coordenou o 1º Curso de Especialização em Audiodescrição pela Universidade Federal de Juiz de Fora que formou 32 especialistas para atuarem em diversas regiões brasileiras. Organizou com Paulo Romeu Filho o 1º livro brasileiro sobre o tema: AUDIODESCRIÇÃO: TRANSFORMANDO IMAGENS EM PALAVRAS. Publicou também o livro: AUDIODESCRIÇÃO NA ESCOLA: ABRINDO CAMINHOS PARA LEITURA DE MUNDO. É diretora da empresa VER COM PALAVRAS AUDIODESCRIÇÃO que presta serviços de acessibilidade comunicacional.


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Desde 2008, Marie Gaumy, inicialmente realizadora de filmes documentários, é descritora de imagem. Após estudos literários e cinematográficos, ela se formou em audiodescrição com Marie-Luce Plumauzille, da associação Valentin Hauÿ, descobrindo assim, essa maneira de transmitir filmes invertidos, da imagem à palavra, que acabou se tornando a sua segunda profissão.  Ela descreve essencialmente obras para a televisão e para o cinema (Arte, TF1, M6, France Télévision, Pathé, Europacorp, Universal, SND, la Cinémathèque française, les Editions Montparnasse, le Festival du Réel…) tendo mais de uma centena de filmes no seu currículo, aos quais ela empresta não só a sua palavra como também a sua voz. Usando dessa sua experiência, ela hoje desenvolve uma oferta completa de audiodescrição e legendagem para pessoas com deficiência auditiva em parceria com um estúdio professional (Studio Honolulu), com autores e técnicos independentes que defendem um trabalho artesanal em vez de uma prestação em cadeia respondendo apenas a uma quota de obrigatória de “acessibilidade cultural”.

lilianatavLiliana Tavares é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação- PPGCOM/UFPE, coordenadora do Festival VerOuvindo, gestora da COM Acessibilidade Comunicacional, audiodescritora que atua em diversas linguagens artísticas,  organizadora do livro Notas Proêmias: acessibilidade comunicacional para produções visuais, graduada em Psicologia, mestre em Educação pela UFPE, casada e mãe de um adolescente de 13 anos.

 

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