>> ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
Marcelo Gomes, 2019, 85 minutos, Livre
Dia 27/04, às 16h, Cinema da Fundação/Museu
Com audiodescrição, Libras e LSE

Acessibilidade Comunicacional | Audiodescrição – Roteiro e narração: Thais Lima; Consultoria: Manuel Negraes; Libras – Tradução e interpretação: Carlos Di Oliveira e Débora Pereira; Consultoria: Alessandro Vasconcelos; LSE – Legendista: Flávia Machado; Consultoria: Marcelo Pedrosa

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Em seu novo filme, Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, o diretor Marcelo Gomes volta à cidade de Toritama tomado de suas memórias de infância, de quando viajava com seu pai, José, pelas cidades do agreste. Suas lembranças “do pôr-do-sol que caia rápido”, do lugar que “se cobre de melancolia”, das “6 da noite na rádio de todos escutarem a Ave Maria” são confrontadas com uma realidade completamente distinta.

Toritama é a cidade do agreste hoje considerada a capital do jeans. Mais de 20 milhões de peças são produzidas anualmente por famílias que transformaram as garagens e suas próprias casas em fábricas de costura, chamadas “facções”. O documentário, filmado entre o Natal de 2017 e o carnaval de 2018, expõe a rotina de trabalho na cidade que se constrói entre a criação, a produção e a venda das peças de jeans na feira. Nós espectadores somos tomados pelo som ensurdecedor das máquinas, pelo suor que resulta das incontáveis horas de trabalho por dia e pela repetição contínua da produção em massa. Os personagens não páram, são entrevistados enquanto trabalham.

Em busca de tentar compreender esse outro agreste pós estabelecimento da indústria de fabricação do jeans, o diretor também se coloca como personagem. Sua presença é constante na narração, no resgate de suas memórias, na relação de afeto que vai construindo com os outros personagens.

É assim que Marcelo Gomes vai costurando a narrativa do filme e partindo do contexto social e econômico para adentrar nos aspectos humanos. Nos deparamos com os homens e mulheres que estão por trás da produção dos jeans e das máquinas de costura, felizes com a suposta liberdade que conquistaram com trabalho autônomo. Um filme para refletir sobre o trabalho e sobre nós mesmos. Será que devemos esperar o carnaval chegar para nos libertar?

Texto de Amanda Mansur
Curadora do V VerOuvindo

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>> TEU MUNDO NÃO CABE NOS MEUS OLHOS
Paulo Nascimento, Ficção, 94 minutos, 2018, 10 anos, Paris Filmes
Dia 28/04, 14h, Cinema da Fundação/Museu
Com audiodescrição, Libras e LSE

Acessibilidade Comunicacional | Audiodescrição – Roteiro: Marilaine Castro da Costa e Bell Machado; Consultoria: Felipe Mianes; Narração: Marcia Caspary; Voice Over: Gabriel Schimitt e Marilaine Castro da Costa; Narração créditos iniciais: Silvio Marques; Edição e Mixagem: Gabriel Schimitt; Libras – Tradução – Angela Russo e Amanda Rocha; Intérprete e revisão: Angela Russo; LSE: IGUALE

TEU MUNDO_Credito Roberto Laguna (3)

Sinopse: Vitório, cego desde os quatro anos, é dono de uma pizzaria herdada de seu pai no tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo, famosa por oferecer a melhor pizza da região. Vivendo uma vida feliz com a mulher Clarice, a filha Alícia e seu assistente na pizzaria, Cleomar, Vitório está em pleno controle da vida, adaptado à sua cegueira. Mas após um infeliz incidente, seguido pela descoberta de que existe a possibilidade de enxergar, Vitório inicia um conflito consigo mesmo – e vai precisar tomar uma grande decisão, que influenciará todos à sua volta.

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