13 de março de 2019

Conheça os júris avaliadores
da Mostra Competitiva do VerOuvindo

Três grupos são responsáveis pelas premiações da Mostra Competitiva de Curtas com Audiodescrição do festival, que ocorrerá de 23 a 28 de abril: o Júri Técnico, o Júri Fepec, e o Júri Popular

 

Você já parou pra pensar quais os critérios de avaliação dos filmes de um festival de cinema? E quando um festival avalia a qualidade da audiodescrição (AD) dos filmes? No total, três grupos de jurados realizam a avaliação dos filmes da Mostra Competitiva de Curtas com Audiodescrição do VerOuvindo, de acordo com critérios próprios: o Júri Técnico, formado por especialistas da AD; o Júri Fepec, formado por cineclubistas pernambucanos; e o Júri Popular, formado pelo público com ou sem deficiência frequentador do festival. Conheça um pouco do trabalho de cada um desses avaliadores.

Mostra Competitiva

Avaliar a qualidade técnica e poética do recurso da audiodescrição de filmes, de vários estados do país, inscritos na Mostra Competitiva de Curtas com Audiodescrição. Esse é o principal trabalho, de quatro audiodescritoras convidadas pelo Festival VerOuvindo para compor o Júri Técnico. Entre elas, uma que participa como júri desde a primeira edição do festival e outra que é estreante nessa função.

Para a audiodescritora Letícia Schwartz, avaliadora veterana, dois pontos são fundamentais na avaliação: a acessibilidade de audiodescrição realizada e a possibilidade de fruição do filme. “É preciso permitir que o usuário da AD não só entenda o filme, mas mergulhe nas emoções, nas sensações e consiga investir nas suas conexões pessoais, como suas vivências e memórias, e consiga dialogar e se envolver com a obra. É o quanto a AD cumpre a expectativa do usuário de se envolver emocionalmente com a obra”, examina Schwartz.

Mônica Magnani, a avaliadora noviça, esteve antes do outro lado: ela foi vencedora por três anos consecutivos da Mostra Competitiva. “Se a vencedora do festival é uma profissional vendo o trabalho reconhecido, a jurada não pode ser apenas isto. Ela tem o compromisso com o que acredita ser uma boa audiodescrição, somada à imparcialidade perante olhares diversos. É ao mesmo tempo una e diversa, e extremamente atenta ao objetivo final de se chegar a um produto que atinja a função básica de informar com fruição”, detalha Mônica.

#PraTodoMundoVer: Duas fotos lado a lado de Letícia Schwartz e Monica Magnani. Letícia tem pele clara, está com os cabelos presos, usa óculos de grau e blusa estampada. Monica Magnani tem pele clara, cabelos curtíssimos e grisalhos. Usa óculos, está com um headphone grande e ao lado de um microfone. Ao fundo, uma parede com espuma acústica.

Para Eliana Franco, audiodescritora que atua entre o Brasil e a Alemanha, um dos principais pontos a ser avaliados é o todo, ou seja, o casamento entre o bom roteiro e a boa narração. “A AD é o roteiro sendo escutado. Esse é o critério que mais levo em consideração e é o principal deste ano, ou seja, como está o conjunto. Se o vocabulário está condizente, como está a percepção do audiodescritor para perceber nuances nos filmes, se a narração está combinando e dando o tom certo do gênero, do tema, do enredo, seja em animação, ficção ou documentário, que serão os gêneros premiados neste ano”, salienta Franco.

Nesse time de audiodescritoras, não poderia faltar a percepção de quem também é parte do público usuário do recurso. Elizabet Sá é consultora em AD e faz parte do Coletivo de Consultores, grupo nacional que reúnes esses profissionais. “A experiência como consultora contribui bastante para subsidiar a análise crítica em relação às virtudes e vulnerabilidades da AD de um filme. Trata-se de uma escuta atenta e refinada que procura perceber os nexos, sentido e significado que se estabelecem na dinâmica de leitura e interpretação de imagens, efeitos visuais ou sonoros, considerando-se os desafios e as peculiaridades da obra no contexto da percepção não visual. Dentre outros aspectos, procuro avaliar a pertinência, concisão, coerência, o tipo de linguagem, as redundâncias ou as lacunas porventura existentes, além das características e da qualidade técnica da locução da AD”, enfatiza Sá.

#PraTodoMundoVer: Duas fotos lado a lado de Eliana Franco e Elizabet Sá. Eliana tem pele morena, cabelos castanhos na altura dos ombros. Elizabet tem pele clara, cabelos em corte chanel, com algumas mechas grisalhas.

Júri Fepec

Transpondo do campo da audiodescrição, há outro objetivo nessa atividade da Mostra Competitiva: o de colaborar para o exercício de cineclubistas em formação em refletir sobre filmes. É por isso que, desde a segunda edição, o VerOuvindo conta também com o Júri da Federação Pernambucana de Cineclubes, a Fepec, responsável em conceder o Prêmio Melhor Filme para Reflexão. A parceria visa levar mais acessibilidade para as sessões cineclubistas no estado de Pernambuco para que se os frequentadores tornem também formadores do público com deficiência, conforme coloca Yanara Galvão, integrante da federação.

“Essa parceria proporciona, para além do acesso aos filmes com acessibilidade comunicacional, o debate e a (in)formação sobre este tema tão urgente que, mesmo em  crescimento, ainda é, de certa forma, desconhecido do grande público. Essa troca de experiência expande o debate sobre inclusão para espaços dos cineclubes. Outro ponto é o encontro com o público com deficiência, a troca e a aprendizagem proporcionadas a partir dessas vivências”, detalha a cineclubista.

Júri Popular

Não menos importante, ainda faz parte do grupo de avaliação dos filmes do festival o próprio público, composto principalmente de pessoas com deficiência visual. É nesse momento em que eles podem avaliar não apenas a qualidade dos recursos de acessibilidade, mas também a possibilidade de fruir um filme com autonomia.

Como enfatiza a idealizadora e coordenadora do festival Liliana Tavares, “esse é o momento em que a exibição ganha vida. O voto do júri popular é o mais significativo da mostra porque é um voto passional. Essa atividade, incluída na Mostra Competitiva, ao mesmo tempo empodera o público com deficiência visual e proporciona inclusão social” defende a audiodescritora.

Para votar como Júri Popular, o público interessado poderá se inscrever, em breve e gratuitamente, pelo site do VerOuvindo ou antes de cada sessão, com a garantia receber certificado de participação por email por essa atividade.

Premiação

Prêmios VerOuvindo

No total serão distribuídos 5 mil reais em prêmios nas seguintes categorias:

Melhor audiodescrição de animação: R$ 1.500,00
Melhor audiodescrição de documentário:R$ 1.500,00
Melhor audiodescrição de ficção: R$ 1.500,00
Melhor do júri popular: R$ 500,00

Os filmes selecionados para concorrerem aos prêmios serão anunciados no dia 31 de março.

Fique atento ao nosso site e nas nossas redes sociais! Siga-nos no facebook e no instagram!

rodapé

09 de março de 2019

I Jornada VerOuvindo divulga lista de trabalhos selecionados

Total de 14 apresentações falarão sobre audiodescrição no audiovisual e em outras linguagens. Espaço de apresentação de trabalhos e relatos de experiência é novidade da quinta edição do festival, que ocorrerá de 23 a 28 de abril

A I Jornada VerOuvindo, momento que visa congregar relatos de experiências e divulgação de pesquisas sobre acessibilidade no audiovisual durante a programação do V Festival VerOuvindo, divulgou neste sábado (09/03) os trabalhos selecionados para compor o Painel Acessibilidade Audiovisual. O V Festival VerOuvindo de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife ocorrerá de 23 a 28 de abril na Região Metropolitana do Recife.

Um total de 13 trabalhos de seis estados do Brasil (BA, PE, PI, RJ, SC, e SP) e um da Alemanha foram inscritos por 16 pessoas. Na lista de apresentadores, estão especialistas e pesquisadores da audiodescrição, da Libras e de legendas, que farão a comunicação oral de suas experiências. Os trabalhos serão apresentados em dois painéis nos dias 26 e 27 de abril, na sede da Fundação Joaquim Nabuco no Derby.

Embora com foco na acessibilidade audiovisual, a I Jornada VerOuvindo também recebeu inscrições sobre a produção da audiodescrição voltadas para outras linguagens, como audiolivros, cartuns, carnaval, entre outros. Com o intuito de promover maior intercâmbio de temas e experiências, esses trabalhos foram agregados em um painel específico.

Assim, no dia 26 de abril, às 14h, será realizado o Painel Acessibilidade Audiovisual, mediado por Flávia Machado (SP), profissional da audiodescrição e coordenadora de acessibilidade da TV Aparecida. No dia 26, por sua vez, às 9h, ocorrerá o Painel AD Além do Audiovisual, mediado por Liliana Tavares (PE), audiodescritora coordenadora do VerOuvindo.

Confira abaixo os trabalhos selecionados:

Dia 26/04, 14h – Painel Acessibilidade no Audiovisual

A nuance interpretativa da locução na audiodescrição // Ligia Maria Ribeiro (SP)

Adeilda // Jaqueline Martins (PE)

Análise de Lexias “Tabus” na audiodescrição de imagens estéticas de sexo explícito no filme A História da Eternidade // Felipe Vieira Monteiro (RJ)

Estudo da audiodescrição em inglês de filmes a partir das diretrizes do ITC Guidance on Standards for Audio Description // Rodrigo Wenzel (SP)

Experimentação Acessível no Documentário Mulheres de Visão // Milena Andrade da Rocha (PI)

Produção Cultural com conhecimento de causa – O Cineclube Inclusivo // Felipe Hidalgo (PE)

Que som é esse? – A Tradução de Sinais Acústicos Não-verbais na LSE // Eliana Franco (SP/ALE)

Tela livre: questões técnicas na produção de janela de Libras em estúdio de gravação // Carlos Eduardo de Oliveira (PE)

Traduzir audiodescrição: prós e contras // Ana Julia Perrotti Garcia (SP)

Dia 27/04, 9h – AD além do Audiovisual

A contribuição da pessoa com deficiência visual para todas as etapas da produção de AD // Luiz Henrique Kichel, Rafael Nimoi Gomes Cardoso e Ana Julia Perrotti Garcia (SP)

AD sem e com emoção // Marcia Caspary (SC)

Audiodescrição de cartuns e charges à luz da gramática do design visual // Deise Medina (BA)

Audiodescrição no Sambódromo // Barcellos, V.M. M. F. S. L. (RJ)

Olhos de emoção, ouvidos de fantasia: produção de audiolivro para estudantes cegos // Glaucio Ramos (PE)

Jornada também terá masterclasses e oficinas

Ainda fará parte da programação da I Jornada VerOuvindo masterclasses e oficinas gratuitas com profissionais de Pernambuco e de outros estados brasileiros nos temas de acessibilidade comunicacional e cinema. Em breve, mais detalhes sobre os temas e as inscrições no nosso site e nas nossas redes!

Hospedagens em Recife
Para quem não é do Recife, temos tarifas especiais para os participantes do VerOuvindo no Recife Praia Hotel para reservas feitas no período de 22/04 a 29/04/2019.
Apartamento standard single – R$ 160,00 + 5%
Apartamento standard duplo – R$178,00 + 5%
Apartamento standard triplo – R$ 223,00 + 5% Central de reservas: 81. 2121-5101
E-mail: reservas@recifepraiahotel.com.br; vendas4@hoteispernambuco.com. 

Siga-nos no instagram e no facebook!

rodapé

19 de janeiro de 2019

[ENTREVISTA]

Quinta edição do Festival VerOuvindo homenageia o Coletivo de Consultores em Audiodescrição

Desde a sua primeira edição, em 2014, o VerOuvindo vem homenageando, a cada ano, profissionais da área da audiodescrição que construíram estilos e desenvolveram trabalhos relevantes para o desenvolvimento desse recurso. Em 2019, no entanto, o festival decidiu homenagear não apenas um, mas um conjunto desses profissionais, que tem atuado de maneira assertiva, o Coletivo de Consultores em Audiodescrição, grupo fundado em 2017 nas redes sociais, formado atualmente por 30 profissionais com deficiência visual, coordenado pelos consultores Elizabet Sá e Felipe Monteiro.

A homenagem é uma forma de fortalecer e de valorizar a atuação desse coletivo que vem promovendo: a dinamização das oportunidades de trabalho de consultoria em audiodescrição; a defesa da inserção dos profissionais com deficiência na cadeia de produção da acessibilidade comunicacional; a pesquisa sobre as escolhas técnicas mais adequadas às demandas do público com deficiência; o incentivo à formação e à capacitação desses profissionais; e o fomento ao interesse do próprio público cego ou com baixa visão ao acesso à produtos com audiodescrição. Confira abaixo entrevista com Elizabet Sá, sobre as ações, conquistas e os desafios futuros para o coletivo. O contato com eles pode ser feito pelo e-mail: consultoresemad@gmail.com.

[VerOuvindo] – Como o Coletivo de Consultores se sente sendo homenageado pelo Ver Ouvindo agora na edição de 2019?

[Elizabet Sá] – Sentimo-nos lisonjeados, agradecidos e orgulhosos com o reconhecimento público da atividade de consultoria, um trabalho de fundamental importância para a comunidade de profissionais da audiodescrição e da acessibilidade em geral. Para nós, esta homenagem representa a consciência ativa e explícita do valor dos consultores que são reconhecidos pela competência e não pela deficiência. Além disso, é o reconhecimento da forma de organização do coletivo de consultores, cujos profissionais participam de modo colaborativo e propositivo no sentido de promover a troca de experiência, a construção do conhecimento, o aprimoramento e a qualidade da audiodescrição.

[VerOuvindo] – De que modo vocês veem o cenário atual da consultoria em audiodescrição no Brasil? Como está se organizando isso? Como vocês têm visto esse momento atual?

[Elizabet Sá] – A atuação dos consultores vem ganhando espaço continuamente e temos que demonstrar, na prática, que é possível trabalhar com competência, agilidade e habilidade para corresponder à demanda e à exiguidade dos prazos impostos pelo mercado de trabalho. Essa realidade impõe a necessidade constante de qualificação, aprimoramento e formação teórica e técnica no processo de construção do conhecimento nesta área de atuação. Neste contexto, a consultoria deve ser incorporada aos cursos de formação e inserida no meio acadêmico, assim como deve haver uma atuação mais expressiva e equilibrada na área da educação e cultura no universo da audiodescrição.
Ainda há muito por fazer e por conquistar no que diz respeito à profissionalização, à remuneração, à assimilação do papel dos consultores e à visibilidade da atividade de consultoria nos diversos setores da sociedade.

[VerOuvindo] – Qual o papel atual do coletivo de consultores em audiodescrição? Quais são os principais desafios e as principais conquistas de vocês neste período que o coletivo já existe?

[Elizabet Sá] – O nosso papel é o de fomentar o debate, a reflexão e a troca de experiência, tendo em vista promover a qualidade, a eficiência e a eficácia da audiodescrição. Um dos principais desafios é, certamente, o de assegurar a inserção efetiva dos consultores em audiodescrição no mercado de trabalho. Em nossa trajetória até o momento, destacamos as seguintes ações e conquistas:
• A organização do coletivo, com participantes de todas as regiões do país;
• A harmonia entre os participantes contribuindo para uma evolução e aprimoramento de todos;
• A contratação de consultores para atuar junto à equipe de audiodescrição da TV Aparecida;
• A divulgação do coletivo de consultores no Blog da Audiodescrição, que é o veículo de referência nacional;
• A realização de uma enquete sobre a importância da consultoria, respondida por 23 audiodescritores brasileiros e por quatro audiodescritores da Alemanha, dos Estados Unidos, da França e de Portugal;
• A organização de materiais de estudo para o desenvolvimento e embasamento dos participantes;
• A criação de um catálogo de títulos com o recurso da audiodescrição disponível;
• A manifestação contra a prática de audiodescrição gravada para eventos ao vivo.

[VerOuvindo] – De que modo a atuação do coletivo pretende fortalecer o trabalho dos profissionais em audiodescrição?

[Elizabet Sá] – Uma das possibilidades é a de contribuir com o processo de organização e fortalecimento da comunidade atuante no universo da audiodescrição. Outra contribuição diz respeito aos posicionamentos, diretrizes e orientações, fruto de discussões com embasamento e experiência dentro da área de atuação.

[VerOuvindo] – Quais são os planos para o futuro e os próximos desafios e objetivos do coletivo? O que vocês esperam que aconteça e o que vocês pretendem fazer agora nesse ano e nos próximos períodos?

[Elizabet Sá] – Fortalecer cada vez mais o processo de organização e participação do coletivo de consultores; Incentivar a qualificação teórica e técnica das pessoas com deficiência visual, tendo em vista o exercício da atividade de consultoria em audiodescrição; Estreitar o diálogo com a comunidade de profissionais roteiristas e narradores em audiodescrição para conseguirmos ampliar o recurso e consolidá-lo ainda mais; Criar um perfil em redes sociais para divulgação dos trabalhos executados pelo coletivo; Representar ainda mais a comunidade de profissionais com deficiência visual, que atuam como consultores em audiodescrição, em eventos relacionados à temática.

 

rodapé

 

20 de dezembro de 2018

Festival VerOuvindo recebe Voto de Aplauso da Câmara Municipal do Recife

Solenidade foi proposta pelo vereador Ivan Moraes pelos serviços de inclusão à cultura por meio da acessibilidade
promovida pelo festival ao longo de suas quatro edições.

voivan

Michell Platini, Liliana Tavares, Ivan Moraes, Túlio Rodrigues e Emerson da Cunha.

O Festival VerOuvindo de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife, que chegará a sua 5ª edição em abril de 2019, recebeu, na quarta-feira (12), Voto de Aplauso da Câmara Municipal do Recife pelos serviços de inclusão prestados ao longo de suas quatro edições no Recife e itinerâncias em Pernambuco e por outros estados do país, como São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso. A solenidade foi proposta pelo vereador Ivan Moraes no Plenário da Câmara Municipal do Recife, em sessão aberta.

Além do objetivo de criar um espaço de exibições acessíveis em cinemas da cidade, inclusive focando na cena contemporânea da produção pernambucana, o Voto de Aplauso lembra ainda como pontos fortes do projeto o fortalecimento da profissionalização da produção de acessibilidade no cinema e outros campos culturais e artísticos, a preocupação do festival com a formação do público com deficiência no cinema, a promoção do acesso a conhecimentos diversos sobre a atuação na área da acessibilidade, testes de novas tecnologias, valorização da memória do cinema brasileiro e a aproximação com estudantes e o campo universitário de comunicação e do cinema à acessibilidade.

Outro ponto pertinente à premiação foi a conquista, em outubro deste ano, pelo VerOuvindo do I Concurso sobre Buenas Prácticas de la Sociedad Civil del Mercosur en Accessibilidad Audiovisual, oferecido pela Reunión Especializada de Autoridades Cinematográficas y Audiovisuales del Mercosur, uma espécie de órgão consultor do Mercosul na temática cinematográfica e audiovisual, formado pelas máximas autoridades governamentais nacionais na matéria. O Festival VerOuvindo foi o único projeto de audiovisual acessível brasileiro premiado no concurso, ao lado apenas do Festival Internacional de Cine Sordo de Argentina.

Para Liliana Tavares, idealizadora e coordenadora do festival, a proposição fortalece a importância das ações de acessibilidade nas atividades culturais do Recife. “Ficamos muito felizes com o Voto de Aplauso, porque ele significa o reconhecimento do VerOuvindo na cidade onde nasceu. Desde 2014, buscamos contribuir para a participação ativa das pessoas com deficiência visual ou auditiva na vida cultural da cidade e para a conquista pela convivência nos espaços públicos com menos barreiras. Esses aplausos nos fortalecem e nos animam para continuar na jornada”, comemora Tavares.

rodapé

 

11 de dezembro de 2018

VerOuvindo premia curtas do FestCine no encerramento do festival

Coleção, Cor de Pele e Nova Iorque foram os selecionados pela curadoria de Amanda Mansur e Jeorge Pereira. Premiação conta com a produção das três acessibilidades comunicacionais e exibição no 5º VerOuvindo em abril de 2019

 

colecao

Filme Coleção de André Pinto e Henrique Spencer

O Festival VerOuvindo divulgou, no último sábado (8), no encerramento do 20º FestCine, no Cinema São Luiz, os três curtas-metragens escolhidos para receber o Prêmio VerOuvindo de Acessibilidade. Coleção, de André Pinto e Henrique Spencer, Cor de Pele, de Lívia Perini, e Nova Iorque, de Leo Tabosa foram os escolhidos pela curadoria composta pelo cineasta Jeorge Pereira e pela pesquisadora Amanda Mansur.

Como premiação, as equipes dos filmes receberão de forma gratuita os três recursos de acessibilidade audiovisual: audiodescrição, legendas para surdos e ensurdecidos (LSE) e Libras, e exibição no V Festival VerOuvindo, em abril de 2019.

A partir de agora, com os prêmios entregues, começam os preparativos para a produção das acessibilidades. A ideia é que as equipes dos filmes premiados possam acompanhar todo o processo e ser parte ativa nas escolhas tradutórias.

cordepele

Filme Cor de Pele de Líva Perini

Esse é o terceiro ano de parceria entre o FestCine e o Festival VerOuvindo na premiação de acessibilidade. Na edição de 2015, no 17º FestCine, foram selecionados os filmes Minha Geladeira Pensa que é um Freezer, de Pablo Polo, Olhos de Botão, de Marlom Meirelles, e Soledad, de Joana Gatis, Flávia Vilela e Daniel Bandeira, que receberam recurso de audiodescrição e foram exibidos no III VerOuvindo.

No ano de 2016, por sua vez, os escolhidos foram Catimbau, de Lucas Caminha, FotogrÁfrica, de Tila Chitunda, e Um Brinde, de João Vigo, que, dessa vez, receberam as três acessibilidades (audiodescrição, Legendas para Surdos e Ensurdecidos e Libras), sendo exibidos no IV VerOuvindo, em abril de 2017, além de percorrer uma série de mostras e festivais pernambucanos, como o Cine Taquary e o Cine Orobó, e serem exibidos em outros estados, como São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso.

nova-iorque1

Filme Nova Iorque de Leo Tabosa

Esse ano, a premiação do VerOuvindo no FestCine ganha um peso a mais. Além da experiência de quatro edições fomentando a discussão, produção e exibição de acessibilidade de filmes pernambucanos e de todo o Brasil e fechando parcerias com diversos outros festivais e mostras, o VerOuvindo foi agraciado, em outubro deste ano, com uma importante premiação internacional do Mercosul. O projeto foi o único brasileiro premiado no Concurso de Buenas Prácticas de la Sociedad Civil del MERCOSUR en Accesibilidad Audiovisual e foi homenageado com o voto de aplauso pela Câmara de Vereadores da cidade do Recife com o voto de aplauso proposto pelo vereador Ivan Moraes.

rodapé

05 de dezembro de 2018

Festival VerOuvindo representa Brasil em premiação internacional do Mercosul


Projeto foi um dos vencedores do I Concurso de Boas Práticas da Sociedade Civil do Mercosul em Acessibilidade Audiovisual.
Premiação em dinheiro e menção especial foram entregues no dia 25 de outubro, no Uruguai

 

2018-11-27_VerOuvindo_Troféu-Mercosur-5__ESSA

Liliana Tavares, coordenadora do Festival VerOuvindo. Foto: Thais Lima.

O Festival VerOuvindo de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife foi um dos dois vencedores do I Concurso de Boas Práticas da Sociedade Civil do Mercosul em Acessibilidade Audiovisual. O projeto foi o único projeto brasileiro vencedor dentro do concurso internacional, que premiou também o Festival Internacional de Cine Sordo (FICSor), da Argentina. Os dois foram escolhidos entre várias experiências de acessibilidade no audiovisual de todo o Mercosul. A premiação oficial ocorreu no dia 25 de outubro, na cidade de Montevideo, no Uruguai, durante o I Encuentro en Accessibilidad Audiovisual del Mercosur.

O concurso foi promovido pela RECAM – Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul, e teve por objetivo conhecer, premiar e difundir experiências bem-sucedidas de acessibilidade no audiovisual no contexto local, que possam se transformar em referências de ideias e experiências aplicáveis em âmbito regional. Os vencedores receberam US$ 1 mil, menção especial e publicação de ambas as experiências no portal da RECAM.

A premiação é um forma de reconhecimento internacional do VerOuvindo, que fomenta, desde 2014, práticas acessíveis no audiovisual brasileiro. O festival é o único do país a realizar uma Mostra Competitiva voltada para filmes com audiodescrição, ou seja, premiando profissionais e equipes que produzem esse tipo de acessibilidade. Além da premiação em dinheiro, essa é uma forma de criar critérios para a realização da audiodescrição nos vários gêneros cinematográficos, algo ainda em construção no país.

Para Liliana Tavares, idealizadora e coordenadora do festival, a premiação encoraja a continuar desbravando novas práticas para a acessibilidade no audiovisual. “Desde 2014, nosso trabalho de apresentar o cinema ao público com deficiência envolve reflexão sobre a técnica e a estética na produção das três acessibilidades (audiodescrição, Libras e legenda para surdos e ensurdecidos (LSE), ou legenda descritiva, segundo a Ancine) e fomenta discussões entre especialistas da área, profissionais da acessibilidade e público. Encaramos esse prêmio como um estímulo para o nosso trabalho e como motivação para novas ações na área da acessibilidade comunicacional“, defende Tavares.

Sobre o VerOuvindo

O VerOuvindo é um festival de filmes com acessibilidade comunicacional que, desde 2014, fomenta o debate sobre a produção e a exibição da audiodescrição (AD), da língua brasileira de sinais (Libras) e da legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) nos produtos audiovisuais. Sua programação inclui mostra competitiva de curtas nacionais com audiodescrição, exibição de curtas e longas com recursos de acessibilidade, além de atividades formativas como oficinas, palestras e debates sobre acessibilidade comunicacional, entre especialistas, profissionais e público. Outro ponto é a contribuição para experimentos das tecnologias assistivas na sala de cinema.

Desde a primeira edição, o projeto conta com apoio do Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco, o Funcultura. Assim, o Festival VerOuvindo de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife vem se consolidando ao longo de suas edições como um dos principais do país com sessões voltadas para pessoas com deficiência sensorial.

rodapé

9 de dezembro de 2017

VerOuvindo realiza sessão de premiados no FestCine

Catimbau, FotogrÁfrica e Um Brinde foram exibidos com AD, Libras e LSE. Curtas haviam sido contemplados com o Prêmio Serviço VerOuvindo de Acessibilidade do FestCine 2016

WhatsApp Image 2017-12-08 at 11.42.59 AM

O FestCine – Festival de Curtas de Pernambuco e o VerOuvindo – Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife realizam, no dia 9 de dezembro, às 17h, no Cinema São Luiz, uma sessão de filmes de curta-metragem, resultado do Prêmio VerOuvindo Serviço de Acessibilidade concedido à três filmes do FestCine 2016.

Os filmes premiados Catimbau (Lucas Caminha, 2015), FotogrÁfrica (Tila Chitunda, 2016) e Um Brinde (João Vigo, 2016) foram exibidos na quarta edição do VerOuvindo em abril e voltam à tela do São Luiz, agora com audiodescrição, Libras e LSE, para apreciação do público com ou sem deficiência.

Sobre o Festival VerOuvindo

O VerOuvindo é um festival de filmes com acessibilidade comunicacional. A programação inclui mostra competitiva de curtas nacionais com audiodescrição, exibição de curtas e longas com audiodescrição e Libras, além de oficinas, palestras e debates sobre acessibilidade comunicacional.

rodapé

 

23 de novembro de 2017

Festival VerOuvindo realiza sessão na 8º Virada Inclusiva de São Paulo em dezembro

Apresentação do festival e exibição de curtas pernambucanos acessíveis será no dia 2/12, às 16h, no Instituto Tomie Ohtake. Participação visa intercâmbio com profissionais e usuários de recursos de acessibilidade de todo o Brasil

 

33957889300_37c5dbc93b_z

“Fotográfrica”, de Tila Chitunda, será exibido na Virada Inclusiva de São Paulo/Foto de Manuela Salazar

A idealizadora e coordenadora do Festival VerOuvindo, Liliana Tavares, o produtor Túlio Rodrigues e a consultora em audiodescrição Michelle Alheiros participarão da 8º Virada Inclusiva de São Paulo, evento promovido pela prefeitura da cidade entre os dias 1º e 03 de dezembro em função do Dia da Pessoa com Deficiência.

A equipe apresentará ações do VerOuvindo no dia 02/12, às 16h, dentro do “Mediações Acessíveis”, espaço desenvolvido pelo Instituto Tomie Ohtake para discussões sobre inclusão e acessibilidade, e que terá edição específica na Virada Inclusiva. Além do debate, haverá exibição dos curtas pernambucanos Fotográfrica, de Tila Chitunda (2016) e Catimbau, de Lucas Caminha (2015) com recursos de Audiodescrição (AD), Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Língua Brasileira de Sinais (Libras). As inscrições podem ser feitas gratuitamente aqui.

O intercâmbio das ações do festival com profissionais e usuários de recursos de acessibilidade de demais estados do Brasil é um dos objetivos dessa participação, realizada a convite do Instituto Tomie Ohtake.

Para Liliana Tavares, esse é um momento de compartilhar as experiências com outros públicos justamente na data em que várias instituições culturais celebram o Dia da Pessoa com Deficiência.

“O deslocamento físico da equipe proporcionará discussões e trocas que somente o encontro presencial favorece. Vamos falar sobre o conhecimento que temos construído no que se refere à produção e à exibição da acessibilidade comunicacional no audiovisual. Para fazer jus ao nome da cidade contida no título do festival, também exibiremos dois filmes, totalmente acessíveis, produzidos em Pernambuco”, salienta a coordenadora do festival.

Sobre o Mediações Acessíveis – Realizado desde 2016, o Mediações Acessíveis é promovido pelo Programa de Acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake, sendo responsável por realizar debates, palestras e constituir parcerias institucionais sobre acessibilidade entre profissionais da cultura, fortalecendo a  ideia de inclusão nos espaços de arte e cultura de públicos em situação de vulnerabilidade social.

No mês de outubro, o Mediações Acessíveis realizou uma sessão no Recife, no Cinema da Fundação/Museu, em meio a outras ações do Instituto Tomie Ohtake na cidade. O intuito foi o diálogo de ações de acessibilidade das cidades de São Paulo e do Recife. Na ocasião, o Festival VerOuvindo apresentou suas ações e realizou exibição de filmes pernambucanos acessíveis, em parceria com o Projeto Alumiar, do Cinema da Fundação/Museu.

Sobre o Festival VerOuvindo – O VerOuvindo – Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife, desde 2014, fomenta o debate sobre a produção e a exibição da audiodescrição (AD), da língua brasileira de sinais (Libras) e da legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) nos produtos audiovisuais, além de contribuir para experimentos das tecnologias assistivas na sala de cinema.

Sobre a 8ª Virada Inclusiva de São Paulo – Idealizado e coordenado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a 8º Virada Inclusiva é um evento gerido pela Abaçaí Organização Social de Cultura e conta com ampla rede de parceiros e colaboradores voluntários, dos mais diversos setores, que realizam inúmeras atividades culturais, esportivas e de lazer, que formam uma extensa programação gratuita e acessível em todo o Estado de São Paulo, em uma grande celebração da diversidade humana.

Desde 2010, a Virada Inclusiva reúne representantes da sociedade civil organizada e pessoas de todas as classes que, em comunhão, celebram esse dia criando uma agenda que atenda a todos.

 SERVIÇO

Sessão Festival VerOuvindo na 8ª Virada Inclusiva de São Paulo

Debate com profissionais e usuários e exibição dos curtas-metragens:

FOTOGRÁFRICA, de Tila Chitunda – 2016, 25 min

CATIMBAU, de Lucas Caminha – 2015, 23 min

02/12, a partir das 16h

Instituto Tomie Ohtake (SP)

Inscrições gratuitas aqui.

 

rodapé

 

24 de julho de 2017

VerOuvindo realiza sessão de cinema acessível no 27º FIG
Amigos de Risco”, de Daniel Bandeira, será exibido com audiodescrição, legendagem e Libras no dia 26 de julho, às 14h

ADR Still 01

Filme Amigos de Risco, de Daniel Bandeira. Foto: Divulgação

O Festival VerOuvindo promoverá uma sessão de cinema com acessibilidade durante o 27º Festival de Inverno de Garanhuns. O filme “Amigos de Risco”, de Daniel Bandeira, será exibido com recursos de audiodescrição, legendas para surdos e ensurdecidos (LSE) e Libras no dia 26 de julho, às 14h, no Cine Eldorado. A ação será gratuita e aberta ao público e faz parte da 13º Mostra de Cinema do FIG 2017. A parceria ocorre pelo segundo ano e vem no sentido de promover sessões acessíveis ao público com deficiência sensorial do interior do estado.

O longa-metragem “Amigos de Risco” participou do IV Festival VerOuvindo na sessão Memória, que homenageia obras marcantes da cinematografia pernambucana ao torná-las acessíveis. Em 2016, o filme homenageado foi “Baile Perfumado”, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, posteriormente exibido no FIG do mesmo ano. A audiodescrição, a Libras e a legendagem dos filmes são executados pela Com Acessibilidade Comunicacional, realizadora do festival. A exibição dentro do FIG permitirá que pessoas com deficiência visual ou auditiva do interior do estado possam assistir ao filme.

Para Liliana Tavares, coordenadora do VerOuvindo, a sessão no FIG é um modo de expandir o festival e de promover sessões acessíveis pelo estado. “Nos dois primeiros anos, o VerOuvindo recebeu, nos cinemas do Recife, caravanas de Caruaru e Garanhuns. Desde o ano passado, com o início da parceria com o FIG, procuramos interiorizar o festival. Essa é a nossa proposta para a próxima edição: irmos com oficinas e exibições para cidades do interior. Uma das razões é que o festival já está solidificado no Recife, recebendo público de várias partes do país. Portanto, queremos contribuir para formar público e profissionais pelo estado”, frisa Liliana.

Participação das pessoas com deficiência sensorial – A sessão será gratuita e aberta, mas voltada principalmente para pessoas com deficiência auditiva ou visual. Diega Alves, instrutora de Libras e presidente da Associação de Surdos do Agreste Meridional de Pernambuco (Asampe), pôde assistir pela primeira a um filme com Libras no FIG do ano passado. “É muito importante ter acessibilidade nos lugares aonde sempre nós, os surdos, vamos, principalmente os cinemas. Nem todos sabem o português, pois nossa primeira língua é a Libras. A presença da Libras no cinema permite-nos sentir a emoção e a ação do filme, entre várias coisas”, explica Diega.

Elisângela Gomes, brailista com deficiência visual e atual presidente da Associação de Deficientes Visuais do Agreste Meridional (Advampe), explica a importância da audiodescrição no audiovisual. “Com ela, você se sente igual às outras pessoas, você está ali como qualquer outro participante. Quando se fala em cultura e lazer, nós ficamos restritos em algumas situações, e isso muda quando podemos ter acesso por meio da audiodescrição”, salienta Elisângela. Tanto a Asampe como a Advampe deverão oferecer transporte para associados e o público com deficiência sensorial para a sessão.

Parceria com outros festivais – Além do FIG, o VerOuvindo dialoga com outros festivais e mostras pelo estado. Um deles é o FestCine, que recebe o Prêmio VerOuvindo de Acessibilidade para três curtas-metragens, assim como a Mostra Agrícola de Cinema Orgânico (Maco), em Serra Talhada, que exibe curtas-metragens acessíveis do acervo do VerOuvindo. Nesse sentido, o festival vem se firmando não apenas como exibidor, mas também como produtor de acessibilidade para o audiovisual no estado e como formador de público. A sessão no FIG faz parte da edição de 2017 do festival, que contou com o patrocínio do Funcultura.

SERVIÇO
Exibição do filme “Amigos de Risco” com Acessibilidade Comunicacional
27º Festival de Inverno de Garanhuns – FIG
Data: 26 de julho, às 14h
Local: Cine Eldorado (Av. Rui Barbosa, 1071, Garanhuns)
Entrada Franca

bar
30 de abril de 2017

VerOuvindo anuncia os filmes premiados da quarta edição

1493696100929422487be3b6dec888e39b95bf1822

FOTO: MANUELA SALAZAR

> MELHOR AUDIODESCRIÇÃO – 1º LUGAR
Lá do alto, Luciano Vidigal
Audiodescrição e locução: Mônica Magnani
Consultoria: Marilena Assis, André Campelo e Luis D. Medeiros

> MELHOR AUDIODESCRIÇÃO – 2º LUGAR
Ilha, Ismael Moura
Audiodescrição e locução: Mônica Magnani
Consultoria: Marilena Assis, André Campelo e Luis D. Medeiros

> MELHOR AUDIODESCRIÇÃO – 3º LUGAR
Órun Àiyé – A criação do mundo, Jamile Coelho e Cintia Maria
Audiodescrição: Bárbara Carneiro
Locução: Odilon Camargo

> MELHOR LOCUÇÃO
O Outro par, Sara Rozik
Locução: Márcia Caspary
Audiodescrição: Wilma Lacerda Kauss
Consultoria: Felipe Monteiro

> MELHOR AUDIODESCRIÇÃO INICIANTE
O OUTRO PAR, Sara Rozik
Audiodescrição: Wilma Lacerda Kauss
Locução: Márcia Caspary
Consultoria: Felipe Monteiro

> MELHOR AUDIODESCRIÇÃO PELO JÚRI POPULAR
Òrun Àiyé – A criação do mundo, Jamile Coelho e Cintia Maria
Audiodescrição: Bárbara Carneiro
Locução: Odilon Camargo

> MENÇÃO HONROSA DA PLATEIA
Autofagia, Felipe Soares
Audiodescrição: Felipe Soares, Mozart Albuquerque e Priscilla Botelho
Locução: Victor Moury

> PRÊMIO CINECLUBISTA – MELHOR FILME PARA REFLEXÃO (FEPEC – FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA DE CINECLUBES)
Ilha, Ismael Moura
Audiodescrição e locução: Mônica Magnani
Consultoria: Marilena Assis, André Campelo e Luis D. Medeiros

bar

08 de abril de 2017

VerOuvindo divulga selecionados para oficinas 
As atividades formativas serão ofertadas no Paço do Frevo e na Fundaj

Orientações para expressão vocal na audiodescrição, com Leila Freitas (PE)
Dias: 21, 22 e 23 de abril
Horário: 14h às 17h
Local: Paço do Frevo

>>Selecionados em ordem alfabética:
Alessandro Sachett
Daniela Câmara
Danielle França da Silva
Débora Vanessa da Silva Oliveira
Ellis Regina Albuquerque de Souza
Feilipe Vieira Monteiro
Flávia Virgínia da Costa Queiroz
Gisele Pinto dos Anjos
Giulianna Miguel
Isabela Cavalcanti de Faria
Jéssica Priscila dos Santos Silva
Joelma de Brito
Kelly Dayana Porto Lima
Lais Rodrigues de Oliveira Batista
Lucas Peng Chieh Long
Maria Carolina de Carvalho Ribeiro e Silva
Nadja Maria Barbos
Thais Lima
Vania Maria da Silva
Wilma Lacerda Kauss

Iniciação à leitura cinematográfica, com André Dib (PE)
Dias: 24, 25 e 29 de abril
Horários: 14h às 18h
Local: Fundaj – Casa Forte

>>Selecionados em ordem alfabética: 
Anna Andrade
Anderson Almeida da Silva
Bernardo Rodrigues Dutra
Bruno Silva

Caio Dornelas
Carolina Noêmai dos Santos Ferreira
Claudia Simone Cavalcanti
Débora Vanessa da Silva Oliveira
Edigleisson Alcântara
Guilherme M. de Souza
Gutemberg Laurindo de Oliveira 
Íldima
Juliana Alves de Andrade
Luciana Suassuna Rodrigues Dantas
Marcos Eduardo Campos de Queiroz
Natália Monique Atanazio Rosa
Priscila Valéria Barros Duarte
Silvia Celeste de Albuquerque
Thais Câmara
Thaís Leandro Cavalcanti
Thais Queiroz Ramos Ferreira

Produção de roteiro de audiodescrição para filmes, com Larissa Costa (RJ)
Dias/Horários: 25/04 – 14h às 17; 26/04 – 9h às 12h
Local: Paço do Frevo

>>Selecionados em ordem alfabética: 
Anna Andrade
Bruno Silva
Cristiane Lemos 
Débora Vanessa da Silva Oliveira
Diogo José de Moraes Lopes Barbosa
Eduardo Eugenio Alves Cabral
Ellis Regina Albuquerque de Souza
Felipe Soares de Lima
Giulianna Miguel
Isabela Cavalcanti de Faria
Iris Fernandes
jessica priscila dos santos silva
Juliana Alves de Andrade
Luciana Suassuna Rodrigues Dantas
Mirella Barnabe de Franca
Nadja Maria Barbosa
Natália Monique Atanazio Rosa
Priscila Angela Urpia de Moura
Rodrigo Édipo
Sílvia Celeste de Albuquerque
Stephanie Araujo 
Suenne Sotero
Taynan de Lima Aguiar
Vania Maria da Silvabar25 de março de 2017

VerOuvindo oferecerá oficinas gratuitas
A cada edição, o Festival reinventa-se e investe em atividades formativas com o foco na produção da acessibilidade no audiovisual

III VerOuvindo - Master Class com Márcia Caspary

Atividade formativa ministrada pela gaúcha Márcia Caspary no III VerOuvindo, em 2016. Foto: Allan Oliveira

Oficinas envolvendo a leitura cinematográfica, expressão vocal e roteiro de audiodescrição fazem parte da programação da lV Edição do Festival VerOuvindo que acontecerá de 21 a 30 de abril nos Cinemas do Museu e São Luiz. Os três minicursos acontecerão no Paço do Frevo na Fundaj. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site verouvindo.com. Confira os detalhes abaixo:  

> Iniciação à leitura cinematográfica, com André Dib
Local: Fundaj- Casa Forte
Dias 24/04, 25/04, 29/04 das 14h às18h
Número de Vagas: 20

Consiste em uma introdução à leitura cinematográfica e às possibilidades de olhar, refletir e imaginar o cinema.  Facilitada pelo jornalista, crítico de cinema e curador do Verouvindo, André Dib a oficina terá encontros teóricos e práticos.  “A ideia é estimular o desenvolvimento do espírito crítico e da capacidade de se relacionar com os filmes. A dinâmica inclui discussão e análise dos filmes exibidos no Festival VerOuvindo, em exercícios que permitem aos alunos utilizar técnicas e instrumentos apresentados em sala de aula. Além disso é uma oportunidade de exercitar a relação entre expressão audiovisual e linguagem cinematográfica e ampliar repertório de filmes e leituras sobre cinema de pessoas com ou sem deficiência.”, explica Dib.

> Orientações para Expressão Vocal na Audiodescrição, com Leila Freitas
Local: Paço do Frevo
Dias 21/04, 22/04 e 23/04 das 14h às 17h
Número de Vagas: 20

A oficina tem o objetivo de melhorar a qualidade vocal, prevenir alterações na voz e otimizar a performance do audiodescritor. O programa, desenvolvido pela fonoaudióloga e consultora vocal Leila Freitas, inclui técnicas de respiração, ressonância, altura e intensidade vocais, dicção e técnica dos tubos de ressonância na água. Em cada encontro os participantes terão uma ficha de aquecimento vocal que contempla os conteúdos acima.

Leila, que também é atriz e locutora, trabalha há 30 anos na área de voz profissional em consultório particular e já fez parte dos cursos de formação do ator da Fundaj, UFPE, do Circuito Pernambucano de Artes Cênicas da FUNDARPE, entre outros. É professora de voz em cursos de interpretação e atua como preparadora vocal de espetáculos teatrais.  

> Produção de roteiro de Audiodescrição para filmes, com Larissa Costa
Local: Paço do Frevo
Dias 25/04 das 14h às 17 e dia  26/04 das 9h às 12h
Número de vagas: 25

Tem o objetivo de apresentar a audiodescrição e detalhar todas as etapas de produção até chegar ao resultado final, além de fornecer noções básicas para a produção de roteiros de audiodescrição, com foco em produtos audiovisuais.

Larissa Costa é doutora em Estudos da Linguagem (PUC-Rio), com a tese intitulada Audiodescrição em filmes: história, discussão conceitual e pesquisa de recepção, é audiodescritora desde 2008 e possui formação em roteiro e locução de audiodescrição. Atua, majoritariamente, na produção e revisão de roteiros de produtos audiovisuais. Tem experiência docente, especialmente na capacitação de profissionais para produção de roteiros de AD. Ela também participou da mostra competitiva nas edições do festival VerOuvindo de 2015 e 2016.

INSCRIÇÕES DISPONÍVEIS AQUI!
bar
07 de março de 2017

VerOuvindo divulga filmes selecionados para mostra competitiva
Nesta edição, categoria para iniciantes entra em competição

anuncio_filmes-selecionados2

Saiu a lista de filmes que irão participar da mostra competitiva do IV VerOuvindo. Nesta edição, a mostra terá a categoria geral, destinada a qualquer audiodescritor, e pela primeira vez, a categoria iniciante, destinada a audiodescritores em formação.

A seleção dos filmes para as duas categorias foi feita por um júri técnico composto por três especialistas da área da audiodescrição: Eliana Franco, Elizabet Sá e Letícia Schwartz. As juradas foram responsáveis em avaliar os filmes das duas categorias em competição.

A premiação desta edição aumentou e totaliza R$ 5.000,00 distribuídos em seis prêmios:
1º Lugar Melhor Audiodescrição – R$ 1.500,00, 2º Lugar Melhor Audiodescrição – R$ 1.000,00, 3º Lugar Melhor Audiodescrição – R$ 700,00, Melhor Locução – R$ 800,00,
Melhor Audiodescrição pelo Júri Popular – R$ 500,00, Melhor Audiodescrição Iniciante – R$ 500,00.

A exibição dos filmes da mostra competitiva acontecerá no dia 27 de abril de 2017, no Cinema do Museu.

Lista de filmes selecionados (em ordem alfabética):

MOSTRA COMPETITIVA GERAL:
– A PISCINA DE CAÍQUE (GO)
– ILHA (PB/RJ)
– Lá do alto (RJ)
– ÒRUN ÀIYÉ – A CRIAÇÃO DO MUNDO (BA)
– SEXTA SÉRIE (PE)

MOSTRA COMPETITIVA INICIANTE:
– AUTOFAGIA(PE)
– ELEKÔ (RJ/PE)
– O OUTRO PAR (EGI/RJ)

 

rodapé